Quatro anos de TRIBUTUS: entrevista com o CEO Paulo Ferreira
A história e a visão da TRIBUTUS numa entrevista exclusiva ao fundador e CEO Paulo Ferreira, que assinala o 4º aniversário da empresa.Em julho, a TRIBUTUS celebra quatro anos de atividade. O percurso da empresa confunde-se com a própria evolução do mercado de prémios sustentáveis na Europa. Para assinalar este aniversário, conversámos em exclusivo com o fundador e CEO da marca, Paulo Ferreira. Numa entrevista pautada pela honestidade e transparência, Paulo partilha os desafios iniciais, o momento de viragem, a expansão internacional e a forma como a paixão pelo trail running inspirou o nascimento de uma empresa com um ADN sustentável, focado nas pessoas e economia circular.
1- O que te motivou a criar a TRIBUTUS?
Na altura, não estava nos meus planos abraçar um projeto como a TRIBUTUS. Trabalhava numa empresa do setor de prémios e comecei a sentir que se poderia criar prémios com qualidade e design que impactassem sem recorrer aos materiais tradicionais. Esta ideia foi sendo implementada aos poucos, mas depressa percebi que o que realmente queria era construir uma marca que tivesse no seu ADN a sustentabilidade e os materiais ecológicos. Por coincidência (ou não), foi mais ou menos nesse momento que conheci aquele que viria a ser o meu principal parceiro de negócio – e foi esta parceria que me fez avançar para um projeto só meu no qual pudesse colocar em prática tudo aquilo que idealizava para o negócio, assente nos valores que acredito e que defendo.
2- Como ou quando é que percebeste que a sustentabilidade e os prémios ecológicos iam marcar a diferença, seriam o ADN da marca?
Para mim, foi a partir do momento em que comecei a fazer trail running que tive uma sensibilidade diferente para as questões da ecologia e da sustentabilidade, foi quase um despertar. Depois, enquanto atleta que competia e recebia medalhas e troféus, comecei a dar a atenção às peças em si e aos materiais de que eram feitas. Estava-se em 2017 ou 2018, aparecia alguns prémios em materiais ecológicos, mas sem qualidade. Como eu já estava no setor, apercebi-me de que não havia ninguém a ser o cerne da questão e a dedicar-se quase em exclusivo aos materiais sustentáveis. Esta lacuna abria as portas à possibilidade de inovar e de criar algo diferente. Foi então que tive a visão e a vontade cada vez mais forte de criar uma marca com este ADN, eu sabia que não ia ser só mais uma moda.
Afinal, verificou-se que a tendência continua a evoluir e a crescer. As alterações climatéricas comprovam-no, atingimos recordes de poluição alarmantes. Hoje em dia, as pessoas têm uma preocupação cada vez maior com a sustentabilidade, e os organizadores e as marcas já perceberam que o caminho é por aí e querem que os seus eventos sejam o mais possível sustentáveis.3- Qual foi o maior desafio nos primeiros meses?
Como qualquer empresa que começa do zero, o maior desafio nos primeiros meses foi ganhar a confiança dos clientes, mesmo daqueles que já me conheciam, que sabiam como era minha forma de estar e de trabalhar. E embora as pessoas acreditassem no potencial, não deixava de ser uma empresa nova, havia sempre alguma desconfiança e tudo a provar. Criar uma marca nova não é fácil. Mas tive confiança de que o projeto tinha pernas para andar e que as coisas iriam avançar.
Depois de a empresa conseguir uma certa estrutura, o outro grande desafio foi o reforço da equipa e a internacionalização. São processos que demoram tempo e que se tornam verdadeiros desafios, sem dúvida.4- Qual foi o primeiro grande projeto ou cliente que fez a empresa dar o salto e ganhar escala?
Foi a Globalsport e a Maratona da Europa , sem dúvida, e pelo tempo recorde que tivemos para abraçar este desafio, porque foi uma situação inesperada: estava-se a três semanas do evento quando o cliente nos apareceu. Foi um grande projeto e ganhámos relevância, foi aí que deu para perceber que conseguíamos marcar pela diferença, mesmo com uma equipa pequena. O próprio organizador ficou muito satisfeito com o nosso trabalho. Esse foi o momento em que tomámos consciência de que poderíamos abraçar projetos maiores e que a estrutura da TRIBUTUS estava a responder.
5- Para ti, quais foram os momentos ou fases mais marcantes da Tributus?
Eu diria que houve vários. A primeira fase é sempre marcante, com o início da empresa e o lançamento da marca. A escolha do nome, um nome que se associasse àquilo que nós produzimos, que fosse fácil de lembrar e que ficasse na memória das pessoas. A própria identidade e comunicação da marca também foram marcantes. Depois, o aumento da equipa e o crescimento foram grandes desafios, sem dúvida. Marcante foi também quando começámos a exportar, chegar à França e agora à Itália. Aliás, há sempre uma grande expectativa quando reforçamos a equipa para começar a trabalhar um mercado – como vamos ser aceites nesse país, se vamos conseguir ter vendas e ter o retorno do nosso investimento.
O aumento da equipa de Design também foi importante. Mais recentemente, foi a renovação da imagem da marca; senti que era importante. Já estamos noutro patamar, portanto, ter aqui a marca com uma imagem mais internacional, mais atual, mais jovem. Agora também estamos com obras de ampliação e modernização das nossas instalações, para torná-las mais funcionais. Portanto, há aqui várias fases que têm sido muito importantes.
Claro que os momentos e fases marcantes também respeitam à sustentabilidade financeira da empresa. Desde a primeira hora, optámos sempre por pagar e receber a pronto para não termos dívidas, sem nunca precisarmos de recorrer à banca para empréstimos nem créditos.6- Qual o maior orgulho que sentes em relação à empresa e à equipa?
Sem dúvida, o crescimento, sem dúvida a equipa. Eu procuro ter um ambiente onde todos acreditem no projeto, trabalhem com dedicação e com empenho, e sintam a TRIBUTUS um bocadinho como sua.
O que mais me orgulha também é ver o crescimento que nós estamos a ter, conseguir exportar e estar noutros países, mas acima de tudo é o reconhecimento que a equipa tem por parte dos clientes. Nos depoimentos dos clientes que aparecem no Google, clientes de todos os países em que a TRIBUTUS opera, a empresa é elogiada pela resposta, pela personalização, mas também — e isto o que me deixa até muito mais confiante — pelo apoio que recebem dos nossos comerciais. Portanto, o cliente sente-se seguro, sente-se acompanhado, o que para nós é excelente, é sinal de que os nossos comerciais estão a fazer um bom trabalho. E, claro, quando os clientes reconhecem a forma como os acompanhamos e ficam surpreendidos pela positiva com o nosso serviço e nosso produto, isso deixa-me super orgulhoso e confiante de que a equipa e a empresa estão no caminho certo, confiante no futuro.7 – Que valor, missão, propósito gostarias que a TRIBUTUS nunca perdesse?
Que nunca perdesse a autenticidade. Que continuemos a fazer as coisas com paixão, com honestidade e respeito pelas pessoas e pelo ambiente. Que a sustentabilidade continue a ser a convicção e não apenas uma estratégia. Que a equipa se mantenha unida e com o mesmo propósito, que se sinta valorizada e integrada. Que cada colaborador se sinta parte integrante e uma peça do puzzle que é a TRIBUTUS. Que continuemos a ser uma empresa economicamente sustentável e com lucro, sem perder o foco nas pessoas e que parte do que geramos possa ser devolvido/investido na sociedade. Que continuemos todos alinhados neste propósito de sermos credíveis, sérios e, claro, com um excelente produto. Que a proximidade e atendimento, a qualidade e a inovação da TRIBUTUS continuem a surpreender os clientes e o público.
8- Imagina que é uma gala de reconhecimentos e vais subir ao palco… o que dirias aos clientes/parceiros/pessoas que confiaram na TRIBUTUS desde o início?
Essencialmente, diria apenas um enorme obrigado. Porque nenhuma empresa cresce sozinha. A cada cliente que nos escolheu, a cada parceiro que acreditou em nós, a cada pessoa que fez e faz parte deste percurso e ajudou a construir a TRIBUTUS, e sobretudo à equipa que está aqui todos os dias, a todos um enorme obrigado. Olhando para trás, nestes 4 anos, tem sido um crescimento brutal. Foi bem pensado e estruturado, e tem sido equilibrado e sustentado. Há aqui muita coisa minha, claro, mas sozinho não teria este crescimento, nem de longe nem de perto.
Paulo Ferreira,
entrevista por Sandra Marques AugustoImmagini © Tutti i diritti riservati